domingo, 15 de janeiro de 2012

Expectativas

            Ter esperanças é uma notável característica do homem. É por elas que o ser humano se submete a algumas circunstâncias de sua vida.
            Pode-se comparar o mundo das expectativas com estar em uma paisagem montanhosa. Por vezes, indivíduos se encontram em uma altura gigantesca. Há seres que ainda possuem forças para alcançar o “topo” - talvez, seu caso específico propicie isso - outros desejam estagnar-se em determinado ponto, não esperando mais nada novo.
            Não é raro encontrar seres pensativos que desistem das subidas e tornam a voltar para o solo das suas planícies. É mencionável aquele que sobe desesperadamente desejando seu “troféu”, sem olhar para os perigos do caminho e caindo em um profundo vão espinhoso, ficando ferido e se alimentando do sangue que suas dolorosas feridas expelem.
            De toda forma, qualquer indivíduo cria expectativas em suas vidas, mesmo quando se diz não esperar nada - aquele que diz não possuir expectativas, já cria a de aguardar que algo pode não acontecer. Indubitavelmente, em momentos, as pessoas entram em céus e infernos de probabilidades, sem analisar o "desvio padrão" real e o delirante. As esperanças (boas, ruins ou neutras) podem não ser alcançadas, mas, afinal, é graças a elas que o homem se aventura e se precavê do que pode aparecer na sua jornada.

Bruno de Medeiros

O Conhecedor

            A prática de viver é algo de extrema complexidade e com milhões de fatores (emoções, sociedade, psicologia, entre outros). Aqui, falar-se-á sobre parte do comportamento do homem diante da absorção de “sabedoria”.
            O ser humano é alguém racional que possui a capacidade de analisar e realizar conclusões sobre o que está a sua volta. Dessa forma, ele obtém algumas informações de onde freqüenta e incorpora para a sua personalidade: modo de expressar sentimentos, vocabulário, como se portar, ou seja, possuir características do grupo da região.
            O ser comunicativo também vai modulando quem ele é, desenvolvendo características peculiares dele mesmo, assim, se diferenciando dos demais componentes de onde vive.
            Isso irá determinar (consciente ou inconscientemente), seu posicionamento diante de novas realidades. Muitas vezes, esse contato se caracterizará por um choque, um impacto doloroso (outras de uma forma tranqüila, sem muitos problemas). É naquele tipo de circunstância na qual indivíduos adquirem ou dizem ganhar conhecimentos, afirmam que aprenderam, sendo por hora, ou de destreza incessante.
            A explicação para tal caso é que, como a dor (emocional) é um processo desagradável, o homem tende a se comportar de modo a evitá-la. Na verdade, mesmo a felicidade não sendo constante, a procura por ela é. Assim, conhecendo determinada conjuntura, ele saberá ou terá noção de como lidar com ela, seja em seus pensamentos e/ou com o que expõe.
            À medida que se faz conhecer, um indivíduo poderá estar preparado para se introduzir em diversas situações. Todavia, eternamente, enquanto houver racionalidade , ocorrerá o seguinte ciclo vicioso, pois o Homo sapiens é isento de toda (total) compreensão do mundo: aquele que deseja o saber, sofrerá, queimando-se com a radiação solar que penetra e sua pele e danifica seus tecidos ainda exiguamente atilados. Não obstante, sua imunidade contra essas ondas, se realmente quiser, surgirá e ele poderá, portanto, contemplar as grandezas dos sóis que são obscuros no vale dos ignorantes.
Bruno de Medeiros

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Jogador

            Em todos os jogos, sempre há uma finalidade, uma intenção, obstáculos, estágios de bônus e de “fim de jogo”, e os recursos para atingir os objetivos. Na vida, os cassinos, videogames são apenas os “minigames” do grande jogo que é viver. 
            Aquele que segue as regras de conveniências apenas utiliza a sua jogada para estar em um âmbito no qual seja aceito. A roupa que faz com que todos a volta de um indivíduo o perceba não pode ser um recurso dos procedimentos do mesmo, cuja finalidade é ganhar olhares?
            Ao se tratar da jogata do ser humano, indubitavelmente, a sedução é uma delas. Existem aqueles que obram através do ignorar, seguido de dar um pouco de atenção, visando não desanimar (e, logo, fazer desejar) o outro compositor de uma possível relação. Ser romântico, pronunciar belas frases também não deixa de ser estilo alternativo de se manobrar para a conquista.
            Fazer uso de uma educação bem vista (até para com quem é odiado) pode ser considerado um método de conduzir os outros participantes do jogo social, evitando um conflito maior, ou trazendo agrado aos mesmos. Todavia, cada protagonista não está isento de falhas. É através delas que um indivíduo é apresentado à possibilidade de melhorar, de modo a se fortalecer para o seu “chefão”.
            Não é raro se surpreender com os mistérios de fase em homem se encontra. Por vezes, seus ganhos se otimizam. Basta que um observador goste do jeito que aquele age; enfim, é necessário que a pessoa tenha sorte. O contrário também é valido.
            Existem aqueles jogos em que não se consegue aprender ou ter habilidade suficiente para superar um determinado obstáculo. Nem sempre o jogador analisado será o vencedor; ele pode cair em um “buraco” sem saída, mudar de finalidade, desistindo ou não da antiga, ter seu “game over”.
            A sociedade é caracterizada como o somatório de todas as jogatinas existentes. O Homo sapiens é viciado no jogo do amor, do trabalho, paixão, moda, ciência e todos os outros aspectos que necessitem de ações humanas. Agir é jogar.
Bruno de Medeiros

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Mundo Sob O Amor E A Paixão


Antes de qualquer grafia, deve-se constatar que, você, leitor, pode encarar as definições dos principais assuntos do texto como outro fator cujo nome pode ser diferente. Afinal, tudo é relativo.
Existem diversos pontos de vista de como a sociedade funciona. Neste texto, será abrangido como vertentes de todas as causas, o Amor e a Paixão, sentimentos que, por si só, trazem bons estados ao ser humano. O contrário, indubitavelmente, existe, dependendo de como manipulá-los.
            Em termos sintomáticos, caracteriza-se o Amor como algo brando, calmo. Esse sentimento é um estímulo constante, que, dias após dias, crescem ou decrescem, até o seu término.
            Já a Paixão, resumidamente, é aquele “fogo” inquieto que pula e grita dentro de nossas essências. Nos deixa ansiosos, loucos e, em alguns casos, desprotegidos de consciência. Amor e Paixão podem, às vezes, estar difundidos e em diferentes proporções.
            Com essa humilde definição particular, tudo, então, deriva dessas matrizes.
            Muitos dizem que a ambição move o mundo - algo plenamente concordável. Não obstante, o que move a ambição? Somos nós amantes do almejo, queremos constantemente desejar? Será que o ser humano pode estar apaixonado pelo objeto querido?
            Quando fazemos algo por “necessidade” ou somos obrigados, podemos sentir um tremendo ódio em dada circunstância. Porém, há amor ou desejo intenso por algo que nos faça aceitar ou rejeitar mandamentos, seja tal fator a nossa integridade com o bem estar interno ou externo ou algo em que existam bons sentimentos pela motivo de estar lutando.
             Todo o ser humano precisa de Amor e Paixão (e estes, um do outro). Até no ódio, para quem o alimenta, se aplicam essas emoções, porque vive prazer em senti-lo (mesmo que momentaneamente). Afinal, o ser humano não é um adorador do prazer? 

Bruno de Medeiros

Carta para Bentinho

Ah, Bentinho, já está na hora de retirar seus ante-olhos e começar a ver as cores das flores ao seu redor. Desvincule-se da própria mentira que alimenta e veja a Capitu que está ao seu lado. Permita que as almas penadas atrás das orelhas do seu psíquico abandonem a arte da influencia no teu ser. A morte de Escobar foi dolorosa – doeu para todos do Flamengo, inclusive de Matacavalos – mas projetar-se em Capitu, sem saber o que lhe tem a palavrear, apenas por que acha que o fitou apaixonadamente? Será que era você que o desejava dessa forma?
            A permanência da Morte já basta. Expila-a com o Sol que, escassamente, há na tua alma. Veja o amor que Capitu ainda lhe propõe, ou apenas continue a caminhar para ser denominado de Dom Casmurro do Engenho Novo.

Bruno de Medeiros