segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Bolha


Uma grande utopia é a luta contra o estereótipo. Ele sempre existirá. Afinal, não se consegue viver sem ele, sempre o usamos (em diferentes proporções). É por ele que escolhemos nos aproximar ou evitar determinados tipos de pessoas. O preconceito se aplica mais quando se trata de uma escala coletiva. Certamente, quando há um fator que junte um específico tipo de cultura, nos damos uma tipicidade ao tal.
A partir disso, nos chegamos a criar uma bolha em nossa volta. Escolhemos quem entra e quem sai de acordo com nossas exigências e flexibilidades.
Essa bolha, como os ideais dos seres humanos, se transforma. Hora deixamos um indivíduo entrar, ou apenas suas filosofias, hora não deixamos o mesmo acontecer. Há lugares em que fortalecemos essa superfície cilíndrica. A questão e que ela e uma grande ajudante da rejeição.
Essa comentada barreira e uma forma proteção: ao criá-la, protegemo-nos da aproximação, da exposição de valores e/ou influência de indivíduos. É pela natural bolha que se mede o grau de aberturas de mentes alheias, inclusive a nossa. Esse texto parecer carecer de exemplos. Dar-te-ei, caro leitor, uma satisfação dessa necessidade.
Pense se uma mulher (já por estar escolhendo mulheres, criei um estereótipo, para o que vou dizer, pois homens já não servem, se for generalizar) de 40 anos, independente, solteira e a procura de alguém para entrar em um relacionamento amoroso. Em que tipo de ser humano você pensou? Provavelmente em alguém com mais de, pelo menos, 20 anos. A questão e o porquê disso. Será que tal mulher não pensaria alguém de 18 teria experiência de vida e maturidade o suficiente para acompanhá-la em uma relação seria, de forma equilibrada, adotando um ponto de vista de que essas pessoas não se conheceram? Por outro lado, para alguém da mesma idade dela, já se pressupõe que possa existir uma mente mais madura, mais vivida. Quem nossa referida entidade feminina procuraria?
Para a bolha dela, na circunstância trabalhada, já existe sua permeabilidade seletiva. Agora lhe dou outra indagação: se um jovem de 18 anos independente e que possuísse status financeiros, psicológicos e biológicos compatíveis e em patamares bem próximos com o da moça de 40 anos, será que esta não modificaria sua forma de pensar, em relação à dada amostra masculina? Sua barreira não permitiria aquele homem atravessá-la?

Bruno de Medeiros

domingo, 6 de novembro de 2011

A Verdade Sobre a Verdade

 A Filosofia realiza tantos discursos de que o homem sempre está em busca da verdade, contudo, entro em discordância disso.
O ser humano, realmente não se preocupa em saber o que é verdadeiro, ele apenas deseja saber, explicar e/ou construir o que funciona (pelo menos, para ele) e o que vai até o limite da sua capacidade cognitiva. Não tem como saber toda a exatidão de algo, sempre tem um infinito ponto a ser explorado. Apenas ninguém consegue vê-lo ou chegar até ele.
Para exemplificar, é só pensar na Química. Os cientistas ficam a estudando, explicando fenômenos nos átomos, elétrons e conseguem manipular esse conhecimento de acordo com suas necessidades e limites de cognição. No entanto será que não tem algo além das partículas que formam a matéria base dos átomos? Não importa. Até onde foi descoberto está sendo suficiente para o homem.
É genuíno que o homem impõe o conceito sobre a verdade e a escolhe da forma como quer. Afinal, foi ele quem criou essa ideia. Ele é quem manipula e convence as pessoas com sua retórica, criando uma generalização do real. Eu mesmo já me posicionei dessa forma ao dizer que é verdadeiro que o homem faz isso. E se houver algo por trás disso que não sabemos? Saber mais pode ou não ser interessante para as pessoas. Assim, cada razão se mantém em um determinado patamar.
Tudo já está “corrompido” pela ideia do homem sobre o verídico. A nossa verdade já não consegue ser mais pura. Toda ela é baseada nos conceitos dogmáticos criados pelos seres humanos.
Você, caro leitor, pode até pensar “é certo” sobre o que eu estou dizendo. Foi assim que boa fé começou a existir: pessoas viam e entendiam alguns fatores de forma similar e começaram a adotar aquilo como padrão. Sintetizando, qualquer um pode criar a veracidade, se existir alguém para compartilhá-la
                                                         
                                                                                                                      

Bruno de Medeiros

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ante-olhos

Chego a me espantar quando vejo

As pessoas brigando, se vendendo, trabalhando por um pedaço de céu

Parecem ser os escravos da caverna,

São tão viciados nas alturas,

Que quem pensa diferente é tratado como réu.

Essas pessoas não sabem das belezas desse mundo,

Amor, amizade, alegria, desse lugar é oriundo.

Ao ódio, dor, sofrimento, todos estão sujeitos,

Se pensarem em crescer, vencerão esses latejos.

Aqui existe a vida,

Só é ruim para o suicida.

Se esse céu existe, é pra lá que ele tem que ir,

Pois será a sua segunda chance de sorrir. (Sorrir)

Mas somos os seres humanos,

Querermos aquisição, mesmo que lutemos por anos,

Para ter algo em que não faz tão necessário,

Só porque é desejo dos emissários,

Deste vício.
Bruno de Medeiros