Uma grande utopia é a luta contra o estereótipo. Ele sempre existirá. Afinal, não se consegue viver sem ele, sempre o usamos (em diferentes proporções). É por ele que escolhemos nos aproximar ou evitar determinados tipos de pessoas. O preconceito se aplica mais quando se trata de uma escala coletiva. Certamente, quando há um fator que junte um específico tipo de cultura, nos damos uma tipicidade ao tal.
A partir disso, nos chegamos a criar uma bolha em nossa volta. Escolhemos quem entra e quem sai de acordo com nossas exigências e flexibilidades.
Essa bolha, como os ideais dos seres humanos, se transforma. Hora deixamos um indivíduo entrar, ou apenas suas filosofias, hora não deixamos o mesmo acontecer. Há lugares em que fortalecemos essa superfície cilíndrica. A questão e que ela e uma grande ajudante da rejeição.
Essa comentada barreira e uma forma proteção: ao criá-la, protegemo-nos da aproximação, da exposição de valores e/ou influência de indivíduos. É pela natural bolha que se mede o grau de aberturas de mentes alheias, inclusive a nossa. Esse texto parecer carecer de exemplos. Dar-te-ei, caro leitor, uma satisfação dessa necessidade.
Pense se uma mulher (já por estar escolhendo mulheres, criei um estereótipo, para o que vou dizer, pois homens já não servem, se for generalizar) de 40 anos, independente, solteira e a procura de alguém para entrar em um relacionamento amoroso. Em que tipo de ser humano você pensou? Provavelmente em alguém com mais de, pelo menos, 20 anos. A questão e o porquê disso. Será que tal mulher não pensaria alguém de 18 teria experiência de vida e maturidade o suficiente para acompanhá-la em uma relação seria, de forma equilibrada, adotando um ponto de vista de que essas pessoas não se conheceram? Por outro lado, para alguém da mesma idade dela, já se pressupõe que possa existir uma mente mais madura, mais vivida. Quem nossa referida entidade feminina procuraria?
Para a bolha dela, na circunstância trabalhada, já existe sua permeabilidade seletiva. Agora lhe dou outra indagação: se um jovem de 18 anos independente e que possuísse status financeiros, psicológicos e biológicos compatíveis e em patamares bem próximos com o da moça de 40 anos, será que esta não modificaria sua forma de pensar, em relação à dada amostra masculina? Sua barreira não permitiria aquele homem atravessá-la?
Bruno de Medeiros
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