Ter esperanças é uma notável característica do homem. É por elas que o ser humano se submete a algumas circunstâncias de sua vida.
Pode-se comparar o mundo das expectativas com estar em uma paisagem montanhosa. Por vezes, indivíduos se encontram em uma altura gigantesca. Há seres que ainda possuem forças para alcançar o “topo” - talvez, seu caso específico propicie isso - outros desejam estagnar-se em determinado ponto, não esperando mais nada novo.
Não é raro encontrar seres pensativos que desistem das subidas e tornam a voltar para o solo das suas planícies. É mencionável aquele que sobe desesperadamente desejando seu “troféu”, sem olhar para os perigos do caminho e caindo em um profundo vão espinhoso, ficando ferido e se alimentando do sangue que suas dolorosas feridas expelem.
De toda forma, qualquer indivíduo cria expectativas em suas vidas, mesmo quando se diz não esperar nada - aquele que diz não possuir expectativas, já cria a de aguardar que algo pode não acontecer. Indubitavelmente, em momentos, as pessoas entram em céus e infernos de probabilidades, sem analisar o "desvio padrão" real e o delirante. As esperanças (boas, ruins ou neutras) podem não ser alcançadas, mas, afinal, é graças a elas que o homem se aventura e se precavê do que pode aparecer na sua jornada.
Bruno de Medeiros