Diante de uma era distante, dois amigos, dentro de uma grande e luxuosa taverna para aquela época, bebiam vinho doce e dialogavam. Tais homens demonstravam alegria e diversão naquele momento.
O primeiro homem era Tullius, um político muito famoso. O segundo chamava-se Hepério, um grande e inteligente dono de fazenda.
Enquanto as entidades masculinas jogavam conversa fora, um homem de bela aparência, com um traje branco aproximava-se do grupo, direcionando-se para Tullius. Era seu conselheiro. Ele veio lhe dizer que sua esposa não conseguiu convencer um outro político sobre a realização de uma obra, como Tullius lha havia pedido.
Terminado o recado, enfurecido, Tullius se despediu de seu amigo e montou em um cavalo que galopou rapidamente até sua casa. Assim que chegou, sua mulher foi comprimentá-lo e ele logo segurou a moça pelos cabelos.
- Tu não conseguiste fazer o que mandei, puta! Gritou o homem. - Dialogaste com Jorgo (o outro político) expressando um pouco de beleza e perversão e ainda não completaste meu pedido?? Perguntou, enraivecido. – Tu apenas serves para limpar, lavar e me dar prazeres na cama. Não passas disso, vadia! As mulheres só me servem para me causar desgosto.
Tullius segurava com tanta força o cabelo da mulher, que ela chorava de dor.
- Agora saia daqui! Só quero te ver de noite. Disse o homem com uma extrema seriedade, soltando os cabelos da moça.
- Ilian. Chamou Tullius pelo nome da sua esposa.
Ilian virou-se e logo foi acertada na face com o soco dado pelo marido. Com muita raiva, ela, com a boca ensangüentada devido à agressão, disse para Tullius:
- Que homem és o senhor? Diz que gostas da igreja e sequer segues seus princípios. A igreja diz para amar o próximo, mas nem tua esposa amas, nem como gente.
- Duvidas da minha devoção à igreja? Não posso perdoar isso, estou cansado de você. – Disse Tullius.
O homem sacou a espada que andava consigo e cortou a cabeça da mulher. Seu ato não foi considerado crime pela sociedade daquela época.
Em uma outra era, com pessoas diferentes, um homem entra em um grande e luxuoso gabinete e entrega folhas a uma mulher, dizendo:
- Aqui está o relatório que me pediu, senhora Presidente.
Este texto, através de uma ficção, representa o como as mulheres eram vistas a centenas de anos atrás. Devido ao seu final, que também se baseia em acontecimentos reais, quero parabenizar as mulheres por terem lutado por seus direitos sem desistir, até serem reconhecidas como são atualmente. Devo parabenizar também os homens racionais que conseguiram ver que elas possuem características normais como os homens e prezarem isso, tornando as mulheres valorizadas.
Bruno de Medeiros
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